Marcelo Fattori é advogado, consultor e autor com mais de duas décadas dedicadas à prática jurídica nas fronteiras entre direito, tecnologia e proteção de dados. A trajetória começou em 2002, ao lado do Professor Dr. Tarcísio Germano de Lemos Filho, no escritório Germano de Lemos Advogados Associados — onde construiu a base sólida do direito civil, contratual e empresarial que sustenta toda a prática atual.
Em 2015, durante o LL.M. na USP FDRP, percebeu que o mercado jurídico brasileiro estava prestes a passar por uma transformação profunda. Não se tratava de digitalizar processos antigos, mas de repensar a forma como o direito chega às pessoas e organizações em um mundo exponencialmente digital. Em 2016, dedica-se na Universidad de Salamanca aos estudos sobre o então desconhecido Regulamento Europeu de Proteção de Dados (GDPR) — antecipando-se em dois anos ao mercado brasileiro.
De volta ao Brasil, em 2018, desenha a primeira especialização brasileira com certificação europeia em proteção de dados pessoais. Em 2020, com a entrada em vigor da LGPD, funda a consultoria Seusdados e o escritório Fattori Advogados — não como um escritório com tecnologia, mas como uma nova forma de pensar e praticar o direito.
Hoje atua em três eixos: privacidade e proteção de dados, governança de inteligência artificial e direito digital. Lidera um ecossistema de sete iniciativas que cobrem desde a consultoria para grandes organizações (Seusdados, Fattori Advogados) até a conformidade acessível para pequenas empresas (LGPD Fácil), o exercício de direitos pelos titulares (MeResponda) e a proteção de crianças e adolescentes online (Alunos Digitais, ECA Digital 360º).
Atende organizações no Brasil, em Angola e em Portugal — em formatos que vão de DPO as a Service e respostas a incidentes a executive breakfast series, palestras institucionais e formações corporativas. Já são mais de 200 organizações assessoradas e mais de 200 palestras realizadas em fóruns empresariais, escolas, eventos setoriais e instituições públicas.
Acredita que privacidade não é um problema jurídico isolado, mas uma forma de organizar a confiança digital. Por isso combina, no mesmo espaço de decisão, direito, tecnologia, dados e legal design — buscando que o direito seja não apenas cumprido, mas compreendido, aplicável e auditável.